quarta-feira, 4 de abril de 2012

Coincidências ou falas silenciosas do Universo?!...
Até que ponto se agrupam as nuvens nos rostos que queremos ver e o vento nos assobia ao ouvido o nome que buscamos ouvir?
Que insana viagem é esta que frequentemente, por algum motivo que desconheço, sou forçada a fazer em mim mesma?
Quando poderei eu finalmente descansar, descansar-me? Adormecer-me num sonho perfeito do qual não mais acorde?
Porque teima o meu corpo (sim... não só o cérebro, mas o meu corpo todo) em pensar-te na ausência de tempo, do tempo que não temos, em vez de sentir-te?
Em que realidades alternativas de uma só realidade vivemos nós?
Em quantas delas esse 'amo-te' não significa que te amo? Em quantas não perco o sono quando te vejo ou quando quase desespero enquanto te espero?
Por-me-ás tu em alguma delas verdadeiramente acima de tudo? Em alguma sentirás de facto a minha falta?
Não, não respondas... eu sei.
As nuvens desagrupam-se, o vento emudece...
Volto a sentir-te, continuo a amar-te, mas não descanso...
E enquanto tranquilamente dormes, sem que eu te tire o sono,... não posso ainda adormecer-me... porque em mim ecoa demasiado alto o que sinto por ti, o que sentes,... a certeza de que o acaso não existe.

(Talvez um dia percebas que o tempo que não tens para mim e o tanto tempo que tenho para ti são a mesma coisa. Porque todo este tempo que agora tenho é exactamente porque não tenho muito tempo. O que queria era que percebesses que o tempo existe de acordo com as vontades, mas isso um dia, a seu devido tempo, também o perceberás.)