sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Peixinhos... ;p


Deixa-te ir...
Baixa as defesas que construíste em teu redor como muralhas impenetráveis de ti e deixa-me invadir-te.
Pára de ser forte e deixa-me fragilizar-te..., adocicar-te.
Sai da tua zona de conforto, salta do barco e vem nadar comigo no oceano das emoções.
Vamos embora do meu e do teu mar!
Leva-me, ou deixa-me levar-te, para longe de onde estamos, para lá do horizonte, além das nossas almas...
Navega comigo rumo a outros mares..., aos dos sonhos que nos saciam a sede uma da outra e transforma-me as barbatanas em asas.
Deixa-me voar, contigo, no cimo das ondas desta vontade de ser gota a percorrer-te o corpo sem maré ou direcção, à deriva no universo da ilusão de sentir-te como se fosse pena ou pétala de uma flor a deslizar-te pela pele suave de sereia que num canto, num gemido de prazer, se torna humana..., como se fosse cubo de gelo que vais derretendo com o calor do teu ser até me afundar, completa e perfeitamente, em ti.
Deixa-me ser o único porto onde te atracas...
Sê o vento que me sopra as velas de encontro a ti e deixa-me embalar-te em mim.
Sê não a rede que me pesca, mas tu própria o isco que mordo... e então, ter-me-ás deveras pescado.

("Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol"... O que sei é que não sou 'baralho de uma só carta' e os anzóis que mordo têm nome.  =) Às vezes fujo e fujo-me... Às vezes ilumino-me, outras apago-me... Mas quer 'te fuja ou te morda o anzol' sabes que a vontade de te saber feliz é mais forte que a de ser a causa dessa felicidade. =) Gosto-te, AB!*)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

No more words...


Nunca foram precisas palavras para que te amasse. 
O único erro que cometemos foi exactamente esse,...foi o termos falado do que se só se pode sentir.
E eu, continuarei a sentir-te mesmo sem o dizer.
Quando me quiseres só a mim, quando o teu mundo só fizer sentido  por me amares, quando só precisares de mim para respirar...ter-me-ás!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Still learning...


Enough is enough.
Love is the point of no return.
When the universe has to shout rather than whisper to us so that we can understand it is a sign that somewhere along the road we stopped listening to him.
Every now and then I have to force myself to stop, to stop thinking or feeling to be able to understand what he's telling me.
If the choice is mine? No, it is not. I'd rather hear only silence. But sometimes the screams are so loud that it becomes impossible to continue ignoring them.
If I have to risk my life will be to have a chance to live, not to play.
Life is not a game. And while you do not know this, the victories that you think you have achieved are the same ones in which you lose and lose yourself .
I promised myself long ago, not to play with people's feelings and always be true to myself and others. Sometimes I forget that many have not made ​​the same promise. And then I let them fool me.
When you have conquered half the world and yet you are still trying to conquer the other half sooner or later you end up losing both. You can not have it all. No one can. Not even God.
Some sell their souls to the devil others offer it to God. Neither has mine. I will never serve any of them. I serve only Love... nothing or no one else.
So keep playing if you want to, make your choices.
I am and will always be neutral, cause Love, my love, has no sides, no halfs... so you can't conquer it. Either you feel it in you or you don't. 
My choice has already been made long time ago, when I've past the point of no return. 
I chose to love, AB!...*

domingo, 11 de dezembro de 2011

És sempre tu...


Lembro-me bem daquela noite..., daquela que viria a ser a primeira noite do resto da minha vida.
Lembro-me de tentar com todas as minhas forças manter o choro, que me fazia soluçar por dentro, silencioso para que não o pudesses ouvir, mas pelos meus olhos as lágrimas teimavam em escapar-me.
Até essa noite adormecêramos e acordáramos sempre agarradas uma à outra, mas nesse dia não...
Lembro-me de te ouvir a respiração mudar, havias por fim começado a dormir. Eu, estava mais desperta que nunca..., faltava-me o calor do teu corpo no meu para conseguir fechar os olhos e estes doíam-me de cansaço.
Levantei-me, sem fazer barulho, e fui tomar um duche. Pensei que era quanto bastasse para refrescar as ideias..., mas a dor de ter perdido escorria-me pela face com mais pressão que a água.
À mente vinham-me constantemente as imagens de todos os duches que ali havíamos tomado também em conjunto, de como os nossos corpos insistiam em procurar-se mesmo quando alguém nos esperava na sala porque íamos sair e nos dizia "despachem-se". A verdade é que nunca soube resistir-te nem tu a mim. Nessa noite isso finalmente mudara. 
Não havia lugar algum onde não te pudesse sentir, porque era em mim que ainda estavas.
Quis que o meu pensamento parasse, que o meu coração deixasse de bater, quis deixar de existir...porque sem ti eu não existia de qualquer forma.
Fui até à sala, deitei-me no sofá e lembro-me de me sentir um pouco mais tranquila. Afinal de contas, se eu morresse naquele instante, a minha vida teria valido a pena e eu tinha sido verdadeiramente feliz. Tu tornaras o meu sonho realidade.
De repente voltei a aperceber-me que ias deixar de fazer parte da minha vida e os sentimentos tomaram posse de mim uma vez mais. 
Lembrei-me das noites em que adormecêramos também ali, no sofá, abraçadas, depois de uma sessão de cinema ou de fazermos amor... quando os nossos corpos nus transpiravam ainda enrolados um no outro a emoção de instantes antes terem sido um só enquanto nós percorríamos ainda ao de leve, olhando-nos olhos nos olhos num momento eterno, as peles mais sensíveis de nós..., vagueando num mundo que não pode ser dito, mas que quem nos visse o sorriso o adivinharia. Conheci por Lisboa inteira cada poro teu, cada gemido ou grito de prazer que em ti eu provocava ou causava e tu, conheceste os meus. Éramos uma da outra e o ritmo esse fora sempre o mesmo...só nosso.
Chegáramos ao fim de um tempo que eu não tinha conseguido determinar. Se me tivessem perguntado na noite em que te conheci até quando duraria o nosso amor eu teria respondido "uma eternidade de eternidades". Nunca consegui imaginar-me a viver longe de ti, sem ti, nem por um segundo que fosse... E a verdade é que mesmo hoje em dia, agora que vejo aquela noite de uma forma mais calma, continuo a viver contigo em todos e cada um dos instantes de nós.
Tentei adormecer a alma num sonho de estar ainda ao teu lado, mas foi um esforço vão.
E quando já me preparava para aceitar que não ia conseguir dormir naquela noite eis que te oiço a chamar-me: "Maria, que estás a fazer? Anda p'rá cama. Não tou a conseguir dormir."
'Como?! Estavas a dormir quando eu saí do quarto e ao contrário de mim não acordas durante a noite'. Pensei-o, mas não o disse. Preferi acreditar que também tu sentiras a minha falta, que também tu precisavas de mim para embalar os teus sonhos. Se foi isso ou não, não sei. Nessa noite deixei de saber o que pensavas, o que sentias. Ainda assim limpei o rosto, forcei-me a colocar um sorriso indiferente e fui ter contigo. 
Deitei-me ao teu lado uma última vez... e lembro-me de ter pensado que não ia conseguir suportar uma vez mais o espaço que naquela noite entre nós se tinha criado, mas antes que conseguisse perceber o que havia de fazer já tu te tinhas chegado a mim e me abraçavas como em tantas outras noites.
Não consegui controlar-me e desatei novamente a chorar. Desta vez não consegui esconder-to... Olhaste para mim e vi que também tu choravas... 
Há quanto tempo estarias também tu a tentar calar esse choro?!
Quis falar-te, dizer-te que estava tudo bem, que o que estávamos a sentir naquele momento era só um sonho mau e que íamos acordar a qualquer instante,... mas eu sabia que não tinha sequer ainda adormecido e não consegui dizer-te o que quer que fosse. Em vez disso, deste-me um beijo (daqueles que dizem tudo) e disseste-me: "Dorme bem, meu amor."
Não sei explicar, mas foi exactamente isso que me tranquilizou a alma.
Fechei os olhos ainda humedecidos, senti-te a olhar-me... e adormeci por fim.

(Tinha prometido não mais escrever para ti, mas esta semana disseram-me que ainda que eu continuasse a amar-te também já tinha desistido. Queria que soubesses que: É mentira! Nunca desisti de ti. Escolhi guardar-te, mas não desisti. És tu que me fazes adormecer todas as noites com um beijo e com aquele "dorme bem, meu amor". É por ti que acordo todos os dias e tento dar-me ao mundo, mesmo que por dentro continue ainda a chorar a tua ausência. É para ti que vivo. E nunca, mas nunca hei-de desistir!)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Isto não é um texto nem tão-pouco um devaneio,... é um desabafo.


Sei que nem sempre correspondo às expectativas que tenho de mim própria.
Sei que erro,...que me falho.
Sei que tendo a fatalizar-me quando sinto demasiado..., quando sei não saber-me de todo.
Sei também que ainda não sei ser-me.
Espero que um dia possas perdoar-me por ter tentado dar-te mais de mim do que querias e que percebas que não consegui dar-me-te menos. Não sei ser a meio gás. Ou sou ou não sou.
Mas dói demasiado tentar ser sem ti...
Acredita-me, porque me dói mesmo... e muito!
Em qualquer parte de mim sangra a certeza de ter perdido,...mas nunca foste minha. Não pudeste ou não quiseste sê-lo. Não importa. O que me importa é que sejas feliz e eu não faço parte da tua felicidade.
A vida leva-nos sempre aonde temos de ir. A minha levou-me até ti... Tive de conhecer-te para conhecer-me um pouco mais, para completar um pouco mais a minha alma. 
Mentir-te-ia se dissesse que te esqueci, que no meu peito se silenciou o que sinto por ti... porque a verdade é que a cada instante te quero mais, te gosto mais.
Mas sabes bem que não posso querer-te... porque não mais posso acreditar que me queiras quando tudo em ti me diz o contrário.
Talvez não me tenha esforçado o suficiente para te perceber, mas quando se ama ama-se sem esforço.
Talvez não tenha sido amor... Talvez tenha sido somente vontade de amar.
O que é facto é que sem ti sei ainda menos do que por norma sei.
Sinto-me vazia.
Mas por ti recuso-me a desistir de mim. Porque se um dia vieres a querer-me na totalidade eu vou cá estar... só para ti. Sim, porque nada do que te disse foi máscara ou fingimento. Quando amo, amo com tudo de mim... e amo para sempre. E eu, meu anjo, amo-te!

sábado, 3 de dezembro de 2011


Olhas para o relógio e vês a passagem de cada segundo, mas em ti o tempo não passa..., prolonga-se pela eternidade.
Esperas, como quem desespera, voltar atrás.
São vãos os teus esforços...
Do outro lado não há ninguém a ouvir-te. Nem tu tens a certeza de teres sequer falado. Se realmente o fizeste talvez pouco tenhas dito..., ou talvez tenha sido demasiado.
Só ela, Micá, consegue escutar-te a alma! Tudo o resto ecoa somente em ti.
Porque continuas a buscá-la nas palavras se estas não podem amar-te?
Porque insistes em escrever-te se ela não consegue ler-te?
Que ausências de ti precisas de percorrer para saberes que sem ela não existes?
De que consciências terás de abdicar para compreenderes que o que sentes por ela só em ti é verdade?
Quantas lágrimas deixarás que te escorram pela face até perceberes que esse choro profundo que te rompe por dentro é o verdadeiro rosto da felicidade?...
Pára!
Recomeça-te!...
Reinspira-te em ti mesma, não nela... porque a alma que nela vês é simplesmente a melhor metade da tua própria.
Desde aqueles primeiros três segundos em que os vossos olhares se cruzaram que sabes que vais pertencer-lhe para sempre. Portanto, deixa-a ir...
Liberta-te dela, porque ela continuará a viver em ti..., a ser, também ela, a essência que te faz viver.
Silencia as palavras sem sentido que pensas. Cala as que tudo significam para ti... Vence aquelas que te magoam e vira a página.
Rasga as profundezas de quem foste e retoma o sentido de te seres!
Apaga da mente o que tens ainda a dizer-lhe e reinicia o cronómetro de quem és.
Relê, em voz baixa, os textos de quem virias a ser se pudesses esquecê-la e reescreve-lhe o livro de quem serás por ela, para ela.
Principia a contagem dos segundos quando escreveres a primeira palavra que lhe defina o que por ela sentes e então a tua alma será completa.
Começa com uma palavra que seja a tua própria alma e não somente uma palavra...
Começa-a e começa-te com: Amo-te!

(Sim, amo-te! Amo-te desde o primeiro instante...e amar-te é a única verdade de mim.)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Há quem diga que tudo muda.
Eu digo que nós jamais mudamos... O que em nós muda é o conhecimento que temos de nós próprios e do que nos rodeia, a forma como aprendemos a lidar com o mundo e o modo como existimos neste.
O que muda é o que existe fora de nós, não o que verdadeiramente somos.
A nossa alma, a nossa essência, é imutável!
Tudo o que amamos são partes de nós que ao longo da vida vamos conectando ao que desde sempre fomos.
E o que deixamos de amar...bem, isso não existe. O amor faz parte de quem somos, por isso (adivinhem) não muda. Mudamos-lhe nós a forma corpórea que ele para nós assume de tempos a tempos, mas ele em si...nunca. 
Quando escrevo nem sei bem o que escrevo. É uma parte de mim que se aprofunda, mais do que conscientemente sou capaz de fazê-lo, em si mesma e controla essas mesmas palavras que me descontrolam...
Não deixo de ser eu a senti-las... e sim, também eu a mudá-las.
Mas há 'coisas' que não mudam!... Há seres que serão sempre em nós, sob que forma for, exactamente os mesmos. Tu, talvez por seres também uma parte de mim, és um deles.
Que mude o mundo e a nossa visão dele, o saber que temos de nós próprios... Que mudem os rostos de quem amamos, mas o Amor por si só jamais!!

(Não és tu, Nuninho, o 'tu' do texto, mas bem que o podias ser porque desde que te conheci que esta amizade se mantém exactamente a mesma, praticamente perfeita. ;p (Sim, és tu o 'tu', AB.) Mas o que hoje importa é que o mundo está um pouco mais completo. Sei que serás um grande pai, bitchy, porque és uma grande pessoa!*
Nem sei quantos anos tem este vídeo, mas sei que já lá vão uns quantos... (eu sei...está horrível, ainda para mais porque nem era suposto ter sido gravado, mas olhando para trás agora ainda bem que o foi).Enfim, foram muitas as noites que começaram em tua casa desta forma. Hoje, a casa é outra bem como as noites, mas nós somos os mesmos.
Parabéns, Nuninho!!! =D E obrigada por toda a música que desde sempre me dás. ;p

(A todos os outros que virem e sobretudo ouvirem este vídeo bem... resta-me pedir-vos desculpa. Não sei tocar guitarra e nem tão-pouco estava sóbria.) =)   

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Arde-me na consciência uma febre de ser e na alma me gela um qualquer sonho de sentir.
É contraditória esta ilusão que me faz pensar-te..., tentativa vã de alterar um destino que há muito tracei em mim mesma.
Foi uma escolha minha.
Fui deusa num mundo sem tempo e a este determinaste, talvez inconscientemente, condicionar-me.
Ridiculamente existo não para um momento que será nem tão-pouco para um instante de ser, mas para o ter sido... nesse espaço intemporal em que não fui, onde não fomos.
Recrio, em mim, todos os beijos irreais que jamais existirão.
Desenho, sobreposto ao meu, o mapa do teu corpo e estremeço... quase te sinto a pele na minha e ao som de um gemido inaudito vibro numa ausente exalação de ti.
Suspiro os segredos do universo num perfeito êxtase de sobriedade enlouquecida...
E é loucura este querer-te,... transcendente alucinação de uma mente que teima em imaginar-te.
Pois então que o seja...
Que sejam as ilusões de vir a ter-te os motores que me movem como força imparável neste ébrio apaixonar dos sentidos quando nada sinto para além do que por ti sinto.

sábado, 19 de novembro de 2011


Não é minha a minha alma... É tua!
Procuro em todos os rostos que vejo um olhar onde te possa novamente encontrar, mas nenhum deles é... o teu.
Apaixonei-me e nem sei se estou de facto apaixonada... Só tu poderias dizer-mo. Só tu, melhor do eu própria, sabes verdadeiramente o que sinto.
Só tu me adivinhas cada palavra, cada gesto, cada gemido do meu corpo, cada pensamento como se todos e cada um deles teus fossem somente... e a verdade é que são.
Sabes de mim partes de quem sou que nem eu sei...
Quando julgo pensar nela é o meu cérebro que se força a transformar-te a imagem,... é o meu ser que se amedronta por saber que o meu peito baterá sempre só por ti, que só tu és em cada lágrima que deito sorriso perfeito, a real causa e efeito de tudo quanto em mim existe.
Se a quero e desejo é porque ela, de certo modo, me faz amar-te um pouco mais... como se nela desvendasse de instante a instante, uma e outra vez, cada parte de ti..., cada fragrância, numa perpétua ânsia, da tua essência onde habita ainda a minha própria.
Hoje em dia é silencioso este grito que nos rompe a alma como quem embala e cala em si a crença de um amor único.
Pudesse eu invocar-te o nome e o vento levar-me a ti... Ser de cada estrela o brilho das tuas noites e pertencer-te em cada brisa das saudades que me dissipam nesta tua ausência!
Fosse eu uma gota de inocência que guardasses para sempre em ti ou o choro profundo de um amor que se sente lá bem no fundo,... como se pudesse ser uma vez mais esse teu olhar ou até mesmo saber, como quem descobre o que o teu céu encobre, como te posso, realmente, amar!
(Pode parecer pouco o que sinto, mas ao sentir-te... em mim comporto, inteiro, o universo!)  Gosto-te, miúda!*

sábado, 12 de novembro de 2011

Virar de página


Nas estrelas revejo o teu olhar...,
nelas divago por todas as partes de ti.
Nesse desejo de o ser te saborear
me encontro no mesmo sonho em que te perdi.

Não te posso mais querer.
Só, me sinto neste sentir.
É demasiado forte esta dor, este sofrer...
Mais do que em mim posso, agora, permitir.

Em ti esta vontade não existe
e em mim só ela persiste
numa ânsia que me não acalma.

Dizes-me o que quero ouvir, contas-me o mundo...
mas é segredo dos deuses o que sentes lá no fundo.
E não é já suficiente esta chama que me devora, como quem chora, a alma.

(So... go and conquer the world. Go and make all your dreams come true. Go!...cause I'm letting you go.) 
Ainda assim... Gosto-te, AB!*

sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Como posso eu dizer-te?!
Se em ti me sonho é porque não te esqueço,
porque não suporta a minha alma perder-te...
E na tua ausência, um pouco mais, padeço.
 
Morre-me o sentir se não te sinto.
No vazio, o meu corpo busca o teu em vão...
Arco-íris no fundo do que em mim é céu extinto,
pedaço de fantasia, gota de ilusão.

Princesa do meu mundo encantado
na noite de ti jaz o meu ser inacabado.
Na sombra de cada meu detrito

fazes-te o bater mais forte do meu peito.
E nesse teu olhar por onde me espreito
me vejo, contigo, além do infinito.

("Matam-me os dias, as mãos vazias... de ti."  
*E enquanto não me é permitido sentir-te, vou sonhando contigo..., me reinventando em ti para que um dia, se assim o quiseres, te possas também criar em  mim. Gosto-te, AB!

domingo, 6 de novembro de 2011


Sinto a garganta secar...
Com a língua, dormente de não sentir, tento em vão humedecer os lábios como se, nesse imaginário gesto, estes os teus beijassem numa perfeita subtileza de tocar-te.
É um deserto o meu corpo que estremece em terramotos de desejos que não posso ter.
No meu peito palpita, incessante, a tua imagem... e eu, não posso ver-te.
Na minha mente se expressa a voz da tua alma e ouvi-la, uma vez mais, não posso.
Em mim vibra, como silencioso eco de um sonoro querer-te, a pele mais funda do meu ser... e é à superfície de pensar-te que, em ti, me volto a perder.
Espero...
Desespero...
Não te encontro.
De ti não me chegam as palavras que tão violentamente anseio que digas.
Só a tua ausência parece vir ainda abraçar-me..., como se me embalasse a vida em sonhos de nada.
Mas eu continuo a buscar-te..., a procurar por ti na tua própria inexistência de querer existir em mim.
Talvez um dia voltes...
Talvez não tenhas sequer chegado a partir....
Talvez...
Talvez jamais tenhas estado.
E é neste estado de absorção de um sentimento que sei teu que mais uma vez adormeço num desequilibrado sonho de te beijar, de sentir-te...

(Quero calar-me..., acalmar esta vontade, mas a verdade é que não consigo. Perdoa-me!)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Chamo por ti e, em retorno, não te oiço a voz.
Estendo os braços a tentar alcançar-te, mas cada vez estás mais distante..., mais longe de me deixar pertencer-te.
Relembro-te o corpo que não percorri, onde me não pude perder; o rosto que me contou as mais secretas histórias da tua vida, aquelas que não vivi contigo.
Recordo-te o sorriso e nele ainda hoje me deixo ficar..., como se ele me levasse a uma felicidade para além de mim e me captasse  a alma na memória de um momento em que fui tua.
E no teu olhar... pois bem, nesse ainda sou. Através dele, sem pedir licença, entrei no universo do teu ser e desde então só nele sonho, só nesse brilho celestial me sinto verdadeiramente e te sinto.
Cativaste-me!
Capturaste-me, em ti, no mesmo instante em que me libertaste de mim.
Por isso, sou tua e, mesmo que o não diga, sê-lo-ei sempre..., para sempre...

("Longe do mundo, mas perto de ti", AB!*)

Abro a janela e a noite traz-me o teu cheiro.
Simbólico portal para outros tempos, aqueles em que fomos,... em que ainda vou sendo em dias como hoje.
A chuva traz-me cada toque teu e o frio, o teu calor.
Cada som que oiço me transporta para cada gemido, a cada grito nosso naquelas infindáveis noites ébrias de amor em que saciávamos a sede de infinito, de nós, num sono abraçado de corpos, num beijo de almas.
Adormecíamos agarradas ao sonho e acordávamos entrelaçadas numa ilusão.
Hoje, recordo-te cada traço e em mim te traço eterna.
Em que ponto de mim me perdi não te sei dizer... Nem tão-pouco sei determinar o momento em que deixámos de ser porque ainda te sinto como se aqui estivesses, como se te sentisse as mãos a percorrerem a totalidade de mim e a minha pele a desvendar cada pedaço do teu ser.
Guardo-te, em silêncio, em cada estrela que alcançámos nesses perpétuos instantes de sobriedade divina e, em mim, te imortalizo na certeza de para sempre te ter perdido e em ti me ter encontrado.
Inspiro-te uma última vez e fecho a janela...
Hoje dormirás, uma vez mais, em mim!

("Come what may, I will love (...) until the end of time".) 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desilude-te


Não te iludas..., não serei uma de duas ou de quantas quiseres.
Serei só eu ou então não serei.
E se, por algum obscuro acaso desta vontade de querer-te, decidir ainda assim sê-lo... desengana-te. Serás, também tu, uma de tantas quanto eu queira.
É contra-senso querer ser-se a única e não querer, unicamente, um só alguém.
Dos outros recebemos o mesmo que lhes damos, por isso... de mim espera só o que me deres e nada mais.
Durante muito tempo estive adormecida e quando me despertaste quis dar-te o mundo.
Tê-lo-ia feito, sabes?! Mas tu não queres o mundo,... queres vários. E isso eu não quero dar-te.
Portanto, busca noutra ou noutras (não importa) o que em mim não é suficiente para ti e então serás certamente feliz! Mais do que poderias ser, se quisesses, só comigo. 

sábado, 29 de outubro de 2011

Beijo


Tenho saudades tuas... Sinto a tua falta.
Pudesse eu saber que ainda me sentes em ti!
Mas não sentes.
E eu, prendo-me à memória de um momento passado..., à ilusão de um futuro imaginado por um sentir de sentido único.
Sou um universo de pensamentos enlouquecidos, de desejos vãos.
Pudesse eu ter-te dado aquele beijo que ambas, secretamente, naquela noite sonhámos realizar e talvez alcançasse a certeza de querer querer-te ou não.
Talvez então me apercebesse que não passaste de um instante contrário a esta vontade de buscar-te eternamente num tempo onde jamais existirás.
Definiste-me essência de ti própria e eu não passo de uma recordação que escolhes não lembrar, de uma ânsia que me fez palpitar-te no peito como se aquele olhar nos cativasse num espaço indeterminado de sermos.
Mas não fomos...
Talvez tenhas sido numa imagem alucinada da minha alma que idealizaste como concretização do que procuras há demasiado tempo.
E eu, intemporal, viajante crédula da perfeição de vir a ser, deixei-me, imperfeitamente, fazer parte de ti.
Agora sei que foi uma divagação minha que se recusa a concluir-te.
Talvez um dia, se alguma vez dermos aquele beijo, o esquecimento me faça relembrar-te de outra forma...,como sopro perfeito de um viver essencial que foste em mim.
E aí sim, talvez sejamos o que, hoje, só somos separadamente. Mais longe do 'eu e tu',... mais perto de 'nós'.

Gosto-te, miúda! Mesmo a sério.*

 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Regressar


Olho-me e é outra que vejo.
Nem creio que seja eu sequer a olhar... Não me reconheço e nem tão pouco sei se alguma vez cheguei a conhecer-me.
Sinto o corpo como se este fosse um mero invólucro de um todo despedaçado e nele já nada sinto.
Levei-me tão para além de mim que, agora, não sei regressar-me...
Ao longo do caminho fui demarcando a minha essência em todas as almas que encontrei e não soube saber que ao fazê-lo perdia a minha própria.
Hoje, desvaneceu-se o trilho e não consigo reavivá-lo...
Desapareceu, talvez para sempre... Talvez nem tenha sequer existido.
Ouço-te os passos dentro de mim e enclausuro-me no  teu silêncio.
Em ti, vou seguindo a imortalidade de um sentimento que é só teu e não te pertence,... onde me liberto de tudo.
Contigo, nesse infinito de sons, choro a felicidade de te saber em mim..., de me ir encontrando somente em ti.
Gosto-te, AB! Mesmo muito*

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sim, isto sou eu a dizer-te adeus.


Na escuridão da noite
fecho os olhos
e encerro-me na tua alma...
nesse abraço que me leva a outros mundos,
àqueles onde só contigo chego...
onde sou...
naqueles em que somos.

Agora,
sou o sorriso de uma felicidade que não conheci outrora,
o êxtase de um sentir
que me transporta até à mais pura essência do ser...
ao teu encontro.
E em ti
me encontro e perco
a cada instante...
em cada beijo...,
em todos e qualquer um dos olhares
que me fazem verdadeiramente ver-te,
ser-te.

O que adoro
não é nada mais
para além de ti!
E tu...
Não,
não sei bem como definir-te.

Faltam-me as palavras
para descrever-te,
para expressar tudo o que sinto
a cada toque teu,
o quão estremeço
só por pensar em ti,...
ao imaginar a tua pele a adormecer-me os sonhos,
a tua respiração a acariciar-me o ser,
como se me deslizasse nas veias
e sobrevivesse
em cada poro meu sendo eu mesma,
simplesmente ao sentir-te.

Acordo
e em mim desperto a vida,
ao teu lado,
como se desde sempre te pertencesse...
como se o Sol ecoasse,
em género de melodia silenciosa,
em todos os recantos do meu ser
sempre que,
ainda adormecida,
me deparo com todo um universo de estrelas
ao olhar-te,...
sempre que te vou adorando.

Talvez naquele dia,
naquela noite,
no exacto instante em que,
sem me ter sequer apercebido,
naquele beijo,
me apaixonei por ti
algo tenha de facto mudado as cores do que sou...
Hoje,
sou, quem sabe,
a mistura de uma cor que se esvazia
preenchida pela cumplicidade de um amor
que temos vindo a partilhar,
envoltas numa bolha mágica
de loucuras e lucidez,
num momento eterno
sem qualquer espaço ou tempo que nos determine,
que nos limite
no efémero de um pensamento divino.

Até que ponto se conhece o desconhecido?
Em que cruzamento de nós
somos verdadeiramente únicos?
Talvez seja devaneio
ou vontade expressa de querer-te...
Mas a realidade é que só contigo respiro,
só em ti me sinto feliz.
Em tudo o que faço
te procuro...
pois só em ti
me faço perfeita.
Contigo,
o vazio preenche-se,
completa-se...

E no teu corpo
percorro os caminhos do universo
que me levam ao mais alto de mim,
como se deambulasse,
de sinal em sinal,
pela minha própria alma
ao alcançar-te.
No silêncio
escuto o som da tua voz
que me emerge
qual beijo de princesa encantada
num conto de fadas...
E então desperto
para mais uma vez olhar-te,...
para me apaixonar
por ti
um pouco mais.
Quando não estás
sinto a tua falta
em todos os recantos de mim...
como se o mundo não ousasse ter continuidade longe de ti,
como se as sombras do teu rosto
fossem os espectros das saudades que tuas tenho,...
como se apalpasse somente o vazio da tua presença quando te busco,
incansavelmente,
nas lembranças que guardo
de cada movimento teu,
de cada sorriso ou olhar,
de cada todo de ti.

Na minha pele
roçam os poros do teu ser,
como se te entrelaçasses na minha alma
a cada instante de mim
ou de quem vou sendo
ao amar-te.

Até no fumo dos cigarros
se reaviva a tua imagem...
em cada pensamento meu
que vai ao teu encontro,
sabendo-te presente em cada pormenor do que somos.

E por muito que nos magoem
os pequenos detalhes das diferenças
o certo é que sem ti não existo.

Não sei se és de facto a minha alma-gémea
ou simplesmente a pessoa que mais me completa
nesta vida.
Não sei se és o ideal da parte mais profunda de mim
ou a realidade que quero,
intensamente,
atingir.

O que sei é que não posso viver sem ti,
não consigo,
por muito que me faça forte,
estar bem sem um beijo teu,
sem esse abraço que me aquece por dentro
e por fora expressa o sorriso da minha alma
sempre que te sinto.

E sabes...
Se pudesse voltar atrás
faria tudo de igual forma,
pois os caminhos acidentados que percorri
foram os mesmos que me levaram a ti.

Se hoje me perguntasse
como naquele dia,
naquele primeiro instante,
se te conheço...
a resposta seria outra,
diferente daquele primeiro impulso de seriedade
provocado por um medo intrínseco do desconhecido...

Hoje,
dir-te-ia que és tudo quanto conheço,
todas as forças que me movem
no sentido do que realmente busco no mundo,
o ser perfeita,
perceber o universo para criar a fórmula de um Bem comum,
indestrutível,...
verdadeiro para qualquer pessoa, ser ou coisa,
completo na plenitude da Unidade
para todas e cada uma das formas da Energia
que assumimos enquanto almas.

Recordo-me do teu nome...
Começa com 'n' e termina em 'a' dizias-me tu.

N...A!
Nádia!
O começo do Tudo, o Nada!
A origem de mim...

O segredo de uma Atlântida perdida
ou a morada final
de algum género de deuses
que talvez sejamos,
no limiar do horizonte
ou onde nasce o ciclo de um arco-íris
que nos faz transbordar de nós próprias.
E vivo em ti,
marcando os trilhos da minha existência
no universo do teu ser...

Em ti...sou!
No teu corpo
percorro as regatas encurvadas e descendentes
que ascendem a obra-prima,
traçadas pelos montes desenhados
por um qualquer génio de arte renascentista
que se enamorou de ti,
e, enlouquecido,
extremamente lúcido,
te fez bela.

E quando te olho
é a tela de todas as partículas de energia
que o Universo contém,
pintada sob o fundo de um pano preto envidraçado,
que vejo...
é a infinidade de almas que compõem a minha
que alcanço
quando atinjo, contigo,
o sonho do que é estar,
verdadeiramente,
acordada.
Contigo,
sou o que nem mil palavras dizem...
Sou o reflexo do que vês quando te olhas ao espelho,
aquele sorriso completo
que se encontra somente em ti.

E sim...
Prometo amar-te para sempre e deixar que me ames.
Prometo fazer-te e ser feliz
em todos e cada um dos instantes da nossa vida.
Prometo dar-me-te e gostar-te meu amor,
porque a mais pura das verdades é que, 
mesmo agora que tão longe estamos uma da outra,
de nós próprias e desse sentimento que nos fortalecia,
...ou por muito que o tente negar...
és o sorriso mais puro que em mim comporto
e a tua essência a calma que me tranquiliza.
O teu olhar continua a ser o derradeiro sonho...

E eu só existo...
porque te amo exactamente àquele primeiro ritmo!

(escrito em Fevereiro de 2011 por Micá Medeiros. Sim, sei que são só palavras,...mas estas foram as que mais senti desde sempre e até hoje ao escrever. Sei que nunca virás cá ler isto porque nunca te vou dizer sequer que isto existe, prefiro sair da tua vida silenciosamente. Mas tu sabes que:
'A ti, minha deusa,
essência de mim mesma...
verdade dessa felicidade que encontro
sempre que te olho e sinto...

A ti, Nádia,
dedico todos e cada um dos meus pensamentos
e os meus sonhos são somente teus;
como teu é também todo o amor que possuo...
tudo quanto em mim existe...
tudo quanto sou!'

Contudo, hoje é o dia em que te guardo, definitivamente, na prateleira da minha alma e para nunca mais te ler. )
Tótua


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Talvez...


Perdida, efémera, em ti me eternizo...
Nesse beijo que demos, sem que os nossos lábios se tocassem, me sinto poesia verdadeira de um profundo desejo.
Quero-te tanto...
Quando os nossos olhares se cruzaram viajei, como cúmplice espectadora, pelos universos que existem em ti e embriagada, como que num delírio de absurda lucidez, transpus contigo as barreiras do invisível,... deambulei, contigo, por mundos inventados de contos-de-fadas onde sempre foste protagonista e eu personagem secundária desse querer ficar em ti eternamente.
E ainda hoje existo em ti. Neste sorriso que me fervilha no peito como pura ansiedade de poder um dia abraçar-te,... nesta mendiga vontade, que me acalma o ser, de desvendar os segredos mais fundos da tua alma, a tua essência.
Em ti me vou sentindo presente, inexistente de mim,... como que liberta de um qualquer sonho em que adormeço ao teu lado, em que te posso, simplesmente, sentir.
Espero, talvez em vão, por uma palavra tua que me silencie em ti, mas esta não vem... Escolhes não sentir-me. 
E eu, nessa incerta certeza tua, vou querendo acreditar que talvez seja esse o teu modo de me sentires demasiado, mais do que alguma vez possas ter sentido alguém.
É mera ilusão minha... eu sei!
Ainda assim, continuo a buscar-te..., a adorar-te pelo que és em mim.
Talvez um dia, também tu, me busques em ti e queiras gostar-me como eu já te vou gostando...
Gosto-te, AB!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

I got you!


Hoje acordei vazia de mim.
Quando choras é um pedaço da minha alma que cai com cada lágrima tua...
Se o meu mundo não gira à tua volta é porque tu és o eixo que o faz sequer girar.
Se não me encontras é porque ainda não me procuraste em ti.
E eu, sorrio ao imaginar-te...
Recordo cada olhar teu, cada movimento do teu ser,... todas e cada uma das partes da tua essência que me aprisionou àquela noite, àquele instante em que quase fomos.
Por isso, somente tu me tens..., porque só contigo, mesmo sem ti, sou verdadeiramente feliz!

Gosto-te, AB!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

...


Contigo sou um pouco mais...
Cadência perfeita de uma qualquer melodia que a tua alma faz ecoar em mim numa simples ausência de som, de ser.
Durante o dia, adormecida, vou procurando por ti nos universos do sonho onde te encontro sempre,... onde a única realidade é este sentir, este sentir-te.
E à noite, desperta de mim mesma, longe da ilusão de pertencer-te, vou sendo simplesmente em ti. Nesse abraço que damos quando te olho no convés da imaginação e navegas por todas e cada uma das veias do meu corpo como se este fora teu desde sempre.
Fecho os olhos e encerro-me numa ilusão tua!
Abro as asas e, qual anjo ou fada, voo pela fantasia de encontrar-te, de estar ao teu lado em cada respirar teu, em todos os teus sentidos,... sentindo, contigo, como se foras eu mesma.
Então, sei que alucino... Que me perco nas divagações de um pensamento que ainda não tiveste.
E em ti, inexistente de mim, vou te sendo um pouco mais...

Gosto-te, AB!

domingo, 23 de outubro de 2011

Só para ti...


Sinto-me a perder a consciência...
Estendo a mão numa vã tentativa de alcançar-te, mas és apenas um espectro de mim mesma.
Só na minha alma existes realmente!
Tudo o resto que te julgo ser são meras poeiras de sonhos malditos que não cheguei a sonhar.
Acredito-te e és somente mais uma máscara de uma qualquer ilusão minha que criei outrora quando pensei ter-te visto a essência.
Sem sequer saberes vais aos poucos colando os pedaços de mim para logo de seguida me voltares a despedaçar.
Não posso querer ser em ti quando por ti própria já és mais do que é possível ser-se.
Tens o Universo para desvendar e nem vês que ele é a totalidade de ti..., que o que procuras já encontraste.
E eu espero-te, pacientemente, quando sei que jamais virás.
Tens em ti todos os amores do mundo e ainda assim és incapaz de amar-me...
Não te posso definir... o teu ser é demasiado infinito para comportar em palavras.
Por isso, neste ruidoso silêncio de querer-te, vou-te permitindo seres em mim quando já és em tantas outras..., ilusoriamente divagando nessa absurda ideia de que, um dia, talvez me vejas em ti.
Gosto-te, AB!