quarta-feira, 23 de abril de 2014

( E a continuação é essa...)


Hoje recomeça a minha vida! Recomeço-me...
Serão muitos os mundos, os sonhos... A essência, essa, será só uma. A alma de sempre... Aquela que existe por si só e só ama, como se nada mais houvesse a ser feito. E é rarefeito o nevoeiro que agora se esvai como se me entornasse cada gota de sangue que rasguei à força de mim durante tanto tempo.
Fosse o arco-íris sempre tão lunar quanto os sentidos que hoje me despertam.
Hoje, adormeço em ti para só em ti acordar cada sonho meu... nosso.

sábado, 12 de abril de 2014

Afasta as nuvens...


Em ti voo à altura do que sinto, de quem sou... E é de estrelas o mar dos meus sentidos.
Nelas me perco e te encontro em cada desejo não dito, em cada bendito olhar onde divago para além do horizonte..., onde te sonho princesa dum mundo encantado de sóis.
O reino, esse, é feito de alma... Duma essência que me acalma quando à noite adormeço ao teu lado.
Pudesse eu despertar eternamente envolta no arco-íris dos teus olhos!... Viajar embebida em cada palpitar do teu peito pelo universo do teu ser e ser em cada beijo teu.
És, em mim, muito mais do que sou capaz de dizer e eu sou somente tua!...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Esperei por ti, meu amor,
durante toda a minha existência...
Em horas felizes e em horas de extrema dor.
Fui tudo quanto fui, sempre, na tua ausência.

Esperei-te por milénios sem fim,
durante a minha efémera eternidade.
Amei-te como se nada mais houvesse em mim...
E não houve... Nem loucura suficiente nem quanto bastasse sanidade.

Esperei-te com tempo para te esperar
e esperei-te sem tempo de sequer te ver chegar.

Esperei-te, triste, no tumulto da multidão
e, alegre, por companhia tendo somente a solidão.

Esperei que me procurasses e falasses,
que te libertasses...,
mas acima de tudo, esperei, meu bem, que me amasses.

Foi vã a espera...
e hoje a noite adormece, como eu, vazia.
Também ela sente, comigo, que a alma se lhe desespera
e que tudo quanto ela amou afinal, por dentro, a vencia.

E eu... amei-te tanto que não soube ser sem ti.
Hoje sou só..., não mais existes em mim.
Enquanto te esperava não vi que te perdi.
Quis o destino que o nosso amor, meu anjo, terminasse assim...

(04/11/2013)
Soube-te, logo mal te vi,...
Amei-te desde aquele primeiro olhar.
Hoje sei-te porque te perdi
e, sem ti, não mais me posso encontrar.

Foste, em mim, sonho e alma...
Água pura num deserto sem fim.
Agora, és a força deste tormento que não acalma,
que me destrói por dentro... Como se possível fosse existir assim!...

Foste luz, vida, ilusão...
No peito, o bater do meu próprio coração.
Foste o Universo inteiro sem espaço ou tempo num só momento.

Hoje és o ar que me falta, desilusão...
A lágrima feliz de uma triste contradição.
E eu, sou agora fada sem conto...e quando a ti remonto é o meu amor dor,
tão-somente, e desalento.

(17/11/2013)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Não sei sentir-te menos...
Em mim, nunca soube fazer-te senão a totalidade do que amo, de quem sou.
Hoje, forço-me a existir sem ti.
Sentada, na margem deste oásis lamacento, vejo, uma a uma, nele afundarem-se as lembranças de um sonho meu, antigo, que tive contigo.
São bocados da minha alma que perco com cada uma delas, mas não as páro ou tento alcançá-las. Deixo-as, simplesmente, livremente, numa eternidade contínua e abismal, ir desaparecendo...
É preciso, agora, ser-me sem que sejas.
E em cada palavra que escrevo dou um passo na direcção do Vazio... Encho-me da tua ausência.
Sentir-te-ei a falta em cada pedaço meu que, voluntariamente, agora, destruo..., mas é forçoso continuar.
Aprenderei a ser mesmo não sendo e um dia, espero, esquecer-me-ei de ti.
Lutarei, com as mesmas forças com que te amei ao longo de todos estes anos, para deixar de pensar-te, de querer-te.
E um dia, deixarás de ser a mulher com quem queria ter partilhado toda a minha vida, a minha alma.
Serás..., somente, aquele amor... que não chegou a ser.

(Anulei-me já por demasiado tempo.
Foste mais em mim do que eu mesma fui.
Agora, começo a ser sem ti e um dia deixarás de existir, completamente, em mim.
Nesse mesmo dia perceberás tudo o que já não sou capaz de te dizer.)