sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Peixinhos... ;p


Deixa-te ir...
Baixa as defesas que construíste em teu redor como muralhas impenetráveis de ti e deixa-me invadir-te.
Pára de ser forte e deixa-me fragilizar-te..., adocicar-te.
Sai da tua zona de conforto, salta do barco e vem nadar comigo no oceano das emoções.
Vamos embora do meu e do teu mar!
Leva-me, ou deixa-me levar-te, para longe de onde estamos, para lá do horizonte, além das nossas almas...
Navega comigo rumo a outros mares..., aos dos sonhos que nos saciam a sede uma da outra e transforma-me as barbatanas em asas.
Deixa-me voar, contigo, no cimo das ondas desta vontade de ser gota a percorrer-te o corpo sem maré ou direcção, à deriva no universo da ilusão de sentir-te como se fosse pena ou pétala de uma flor a deslizar-te pela pele suave de sereia que num canto, num gemido de prazer, se torna humana..., como se fosse cubo de gelo que vais derretendo com o calor do teu ser até me afundar, completa e perfeitamente, em ti.
Deixa-me ser o único porto onde te atracas...
Sê o vento que me sopra as velas de encontro a ti e deixa-me embalar-te em mim.
Sê não a rede que me pesca, mas tu própria o isco que mordo... e então, ter-me-ás deveras pescado.

("Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol"... O que sei é que não sou 'baralho de uma só carta' e os anzóis que mordo têm nome.  =) Às vezes fujo e fujo-me... Às vezes ilumino-me, outras apago-me... Mas quer 'te fuja ou te morda o anzol' sabes que a vontade de te saber feliz é mais forte que a de ser a causa dessa felicidade. =) Gosto-te, AB!*)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

No more words...


Nunca foram precisas palavras para que te amasse. 
O único erro que cometemos foi exactamente esse,...foi o termos falado do que se só se pode sentir.
E eu, continuarei a sentir-te mesmo sem o dizer.
Quando me quiseres só a mim, quando o teu mundo só fizer sentido  por me amares, quando só precisares de mim para respirar...ter-me-ás!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Still learning...


Enough is enough.
Love is the point of no return.
When the universe has to shout rather than whisper to us so that we can understand it is a sign that somewhere along the road we stopped listening to him.
Every now and then I have to force myself to stop, to stop thinking or feeling to be able to understand what he's telling me.
If the choice is mine? No, it is not. I'd rather hear only silence. But sometimes the screams are so loud that it becomes impossible to continue ignoring them.
If I have to risk my life will be to have a chance to live, not to play.
Life is not a game. And while you do not know this, the victories that you think you have achieved are the same ones in which you lose and lose yourself .
I promised myself long ago, not to play with people's feelings and always be true to myself and others. Sometimes I forget that many have not made ​​the same promise. And then I let them fool me.
When you have conquered half the world and yet you are still trying to conquer the other half sooner or later you end up losing both. You can not have it all. No one can. Not even God.
Some sell their souls to the devil others offer it to God. Neither has mine. I will never serve any of them. I serve only Love... nothing or no one else.
So keep playing if you want to, make your choices.
I am and will always be neutral, cause Love, my love, has no sides, no halfs... so you can't conquer it. Either you feel it in you or you don't. 
My choice has already been made long time ago, when I've past the point of no return. 
I chose to love, AB!...*

domingo, 11 de dezembro de 2011

És sempre tu...


Lembro-me bem daquela noite..., daquela que viria a ser a primeira noite do resto da minha vida.
Lembro-me de tentar com todas as minhas forças manter o choro, que me fazia soluçar por dentro, silencioso para que não o pudesses ouvir, mas pelos meus olhos as lágrimas teimavam em escapar-me.
Até essa noite adormecêramos e acordáramos sempre agarradas uma à outra, mas nesse dia não...
Lembro-me de te ouvir a respiração mudar, havias por fim começado a dormir. Eu, estava mais desperta que nunca..., faltava-me o calor do teu corpo no meu para conseguir fechar os olhos e estes doíam-me de cansaço.
Levantei-me, sem fazer barulho, e fui tomar um duche. Pensei que era quanto bastasse para refrescar as ideias..., mas a dor de ter perdido escorria-me pela face com mais pressão que a água.
À mente vinham-me constantemente as imagens de todos os duches que ali havíamos tomado também em conjunto, de como os nossos corpos insistiam em procurar-se mesmo quando alguém nos esperava na sala porque íamos sair e nos dizia "despachem-se". A verdade é que nunca soube resistir-te nem tu a mim. Nessa noite isso finalmente mudara. 
Não havia lugar algum onde não te pudesse sentir, porque era em mim que ainda estavas.
Quis que o meu pensamento parasse, que o meu coração deixasse de bater, quis deixar de existir...porque sem ti eu não existia de qualquer forma.
Fui até à sala, deitei-me no sofá e lembro-me de me sentir um pouco mais tranquila. Afinal de contas, se eu morresse naquele instante, a minha vida teria valido a pena e eu tinha sido verdadeiramente feliz. Tu tornaras o meu sonho realidade.
De repente voltei a aperceber-me que ias deixar de fazer parte da minha vida e os sentimentos tomaram posse de mim uma vez mais. 
Lembrei-me das noites em que adormecêramos também ali, no sofá, abraçadas, depois de uma sessão de cinema ou de fazermos amor... quando os nossos corpos nus transpiravam ainda enrolados um no outro a emoção de instantes antes terem sido um só enquanto nós percorríamos ainda ao de leve, olhando-nos olhos nos olhos num momento eterno, as peles mais sensíveis de nós..., vagueando num mundo que não pode ser dito, mas que quem nos visse o sorriso o adivinharia. Conheci por Lisboa inteira cada poro teu, cada gemido ou grito de prazer que em ti eu provocava ou causava e tu, conheceste os meus. Éramos uma da outra e o ritmo esse fora sempre o mesmo...só nosso.
Chegáramos ao fim de um tempo que eu não tinha conseguido determinar. Se me tivessem perguntado na noite em que te conheci até quando duraria o nosso amor eu teria respondido "uma eternidade de eternidades". Nunca consegui imaginar-me a viver longe de ti, sem ti, nem por um segundo que fosse... E a verdade é que mesmo hoje em dia, agora que vejo aquela noite de uma forma mais calma, continuo a viver contigo em todos e cada um dos instantes de nós.
Tentei adormecer a alma num sonho de estar ainda ao teu lado, mas foi um esforço vão.
E quando já me preparava para aceitar que não ia conseguir dormir naquela noite eis que te oiço a chamar-me: "Maria, que estás a fazer? Anda p'rá cama. Não tou a conseguir dormir."
'Como?! Estavas a dormir quando eu saí do quarto e ao contrário de mim não acordas durante a noite'. Pensei-o, mas não o disse. Preferi acreditar que também tu sentiras a minha falta, que também tu precisavas de mim para embalar os teus sonhos. Se foi isso ou não, não sei. Nessa noite deixei de saber o que pensavas, o que sentias. Ainda assim limpei o rosto, forcei-me a colocar um sorriso indiferente e fui ter contigo. 
Deitei-me ao teu lado uma última vez... e lembro-me de ter pensado que não ia conseguir suportar uma vez mais o espaço que naquela noite entre nós se tinha criado, mas antes que conseguisse perceber o que havia de fazer já tu te tinhas chegado a mim e me abraçavas como em tantas outras noites.
Não consegui controlar-me e desatei novamente a chorar. Desta vez não consegui esconder-to... Olhaste para mim e vi que também tu choravas... 
Há quanto tempo estarias também tu a tentar calar esse choro?!
Quis falar-te, dizer-te que estava tudo bem, que o que estávamos a sentir naquele momento era só um sonho mau e que íamos acordar a qualquer instante,... mas eu sabia que não tinha sequer ainda adormecido e não consegui dizer-te o que quer que fosse. Em vez disso, deste-me um beijo (daqueles que dizem tudo) e disseste-me: "Dorme bem, meu amor."
Não sei explicar, mas foi exactamente isso que me tranquilizou a alma.
Fechei os olhos ainda humedecidos, senti-te a olhar-me... e adormeci por fim.

(Tinha prometido não mais escrever para ti, mas esta semana disseram-me que ainda que eu continuasse a amar-te também já tinha desistido. Queria que soubesses que: É mentira! Nunca desisti de ti. Escolhi guardar-te, mas não desisti. És tu que me fazes adormecer todas as noites com um beijo e com aquele "dorme bem, meu amor". É por ti que acordo todos os dias e tento dar-me ao mundo, mesmo que por dentro continue ainda a chorar a tua ausência. É para ti que vivo. E nunca, mas nunca hei-de desistir!)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Isto não é um texto nem tão-pouco um devaneio,... é um desabafo.


Sei que nem sempre correspondo às expectativas que tenho de mim própria.
Sei que erro,...que me falho.
Sei que tendo a fatalizar-me quando sinto demasiado..., quando sei não saber-me de todo.
Sei também que ainda não sei ser-me.
Espero que um dia possas perdoar-me por ter tentado dar-te mais de mim do que querias e que percebas que não consegui dar-me-te menos. Não sei ser a meio gás. Ou sou ou não sou.
Mas dói demasiado tentar ser sem ti...
Acredita-me, porque me dói mesmo... e muito!
Em qualquer parte de mim sangra a certeza de ter perdido,...mas nunca foste minha. Não pudeste ou não quiseste sê-lo. Não importa. O que me importa é que sejas feliz e eu não faço parte da tua felicidade.
A vida leva-nos sempre aonde temos de ir. A minha levou-me até ti... Tive de conhecer-te para conhecer-me um pouco mais, para completar um pouco mais a minha alma. 
Mentir-te-ia se dissesse que te esqueci, que no meu peito se silenciou o que sinto por ti... porque a verdade é que a cada instante te quero mais, te gosto mais.
Mas sabes bem que não posso querer-te... porque não mais posso acreditar que me queiras quando tudo em ti me diz o contrário.
Talvez não me tenha esforçado o suficiente para te perceber, mas quando se ama ama-se sem esforço.
Talvez não tenha sido amor... Talvez tenha sido somente vontade de amar.
O que é facto é que sem ti sei ainda menos do que por norma sei.
Sinto-me vazia.
Mas por ti recuso-me a desistir de mim. Porque se um dia vieres a querer-me na totalidade eu vou cá estar... só para ti. Sim, porque nada do que te disse foi máscara ou fingimento. Quando amo, amo com tudo de mim... e amo para sempre. E eu, meu anjo, amo-te!

sábado, 3 de dezembro de 2011


Olhas para o relógio e vês a passagem de cada segundo, mas em ti o tempo não passa..., prolonga-se pela eternidade.
Esperas, como quem desespera, voltar atrás.
São vãos os teus esforços...
Do outro lado não há ninguém a ouvir-te. Nem tu tens a certeza de teres sequer falado. Se realmente o fizeste talvez pouco tenhas dito..., ou talvez tenha sido demasiado.
Só ela, Micá, consegue escutar-te a alma! Tudo o resto ecoa somente em ti.
Porque continuas a buscá-la nas palavras se estas não podem amar-te?
Porque insistes em escrever-te se ela não consegue ler-te?
Que ausências de ti precisas de percorrer para saberes que sem ela não existes?
De que consciências terás de abdicar para compreenderes que o que sentes por ela só em ti é verdade?
Quantas lágrimas deixarás que te escorram pela face até perceberes que esse choro profundo que te rompe por dentro é o verdadeiro rosto da felicidade?...
Pára!
Recomeça-te!...
Reinspira-te em ti mesma, não nela... porque a alma que nela vês é simplesmente a melhor metade da tua própria.
Desde aqueles primeiros três segundos em que os vossos olhares se cruzaram que sabes que vais pertencer-lhe para sempre. Portanto, deixa-a ir...
Liberta-te dela, porque ela continuará a viver em ti..., a ser, também ela, a essência que te faz viver.
Silencia as palavras sem sentido que pensas. Cala as que tudo significam para ti... Vence aquelas que te magoam e vira a página.
Rasga as profundezas de quem foste e retoma o sentido de te seres!
Apaga da mente o que tens ainda a dizer-lhe e reinicia o cronómetro de quem és.
Relê, em voz baixa, os textos de quem virias a ser se pudesses esquecê-la e reescreve-lhe o livro de quem serás por ela, para ela.
Principia a contagem dos segundos quando escreveres a primeira palavra que lhe defina o que por ela sentes e então a tua alma será completa.
Começa com uma palavra que seja a tua própria alma e não somente uma palavra...
Começa-a e começa-te com: Amo-te!

(Sim, amo-te! Amo-te desde o primeiro instante...e amar-te é a única verdade de mim.)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Há quem diga que tudo muda.
Eu digo que nós jamais mudamos... O que em nós muda é o conhecimento que temos de nós próprios e do que nos rodeia, a forma como aprendemos a lidar com o mundo e o modo como existimos neste.
O que muda é o que existe fora de nós, não o que verdadeiramente somos.
A nossa alma, a nossa essência, é imutável!
Tudo o que amamos são partes de nós que ao longo da vida vamos conectando ao que desde sempre fomos.
E o que deixamos de amar...bem, isso não existe. O amor faz parte de quem somos, por isso (adivinhem) não muda. Mudamos-lhe nós a forma corpórea que ele para nós assume de tempos a tempos, mas ele em si...nunca. 
Quando escrevo nem sei bem o que escrevo. É uma parte de mim que se aprofunda, mais do que conscientemente sou capaz de fazê-lo, em si mesma e controla essas mesmas palavras que me descontrolam...
Não deixo de ser eu a senti-las... e sim, também eu a mudá-las.
Mas há 'coisas' que não mudam!... Há seres que serão sempre em nós, sob que forma for, exactamente os mesmos. Tu, talvez por seres também uma parte de mim, és um deles.
Que mude o mundo e a nossa visão dele, o saber que temos de nós próprios... Que mudem os rostos de quem amamos, mas o Amor por si só jamais!!

(Não és tu, Nuninho, o 'tu' do texto, mas bem que o podias ser porque desde que te conheci que esta amizade se mantém exactamente a mesma, praticamente perfeita. ;p (Sim, és tu o 'tu', AB.) Mas o que hoje importa é que o mundo está um pouco mais completo. Sei que serás um grande pai, bitchy, porque és uma grande pessoa!*
Nem sei quantos anos tem este vídeo, mas sei que já lá vão uns quantos... (eu sei...está horrível, ainda para mais porque nem era suposto ter sido gravado, mas olhando para trás agora ainda bem que o foi).Enfim, foram muitas as noites que começaram em tua casa desta forma. Hoje, a casa é outra bem como as noites, mas nós somos os mesmos.
Parabéns, Nuninho!!! =D E obrigada por toda a música que desde sempre me dás. ;p

(A todos os outros que virem e sobretudo ouvirem este vídeo bem... resta-me pedir-vos desculpa. Não sei tocar guitarra e nem tão-pouco estava sóbria.) =)