quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Esperei por ti, meu amor,
durante toda a minha existência...
Em horas felizes e em horas de extrema dor.
Fui tudo quanto fui, sempre, na tua ausência.

Esperei-te por milénios sem fim,
durante a minha efémera eternidade.
Amei-te como se nada mais houvesse em mim...
E não houve... Nem loucura suficiente nem quanto bastasse sanidade.

Esperei-te com tempo para te esperar
e esperei-te sem tempo de sequer te ver chegar.

Esperei-te, triste, no tumulto da multidão
e, alegre, por companhia tendo somente a solidão.

Esperei que me procurasses e falasses,
que te libertasses...,
mas acima de tudo, esperei, meu bem, que me amasses.

Foi vã a espera...
e hoje a noite adormece, como eu, vazia.
Também ela sente, comigo, que a alma se lhe desespera
e que tudo quanto ela amou afinal, por dentro, a vencia.

E eu... amei-te tanto que não soube ser sem ti.
Hoje sou só..., não mais existes em mim.
Enquanto te esperava não vi que te perdi.
Quis o destino que o nosso amor, meu anjo, terminasse assim...

(04/11/2013)
Soube-te, logo mal te vi,...
Amei-te desde aquele primeiro olhar.
Hoje sei-te porque te perdi
e, sem ti, não mais me posso encontrar.

Foste, em mim, sonho e alma...
Água pura num deserto sem fim.
Agora, és a força deste tormento que não acalma,
que me destrói por dentro... Como se possível fosse existir assim!...

Foste luz, vida, ilusão...
No peito, o bater do meu próprio coração.
Foste o Universo inteiro sem espaço ou tempo num só momento.

Hoje és o ar que me falta, desilusão...
A lágrima feliz de uma triste contradição.
E eu, sou agora fada sem conto...e quando a ti remonto é o meu amor dor,
tão-somente, e desalento.

(17/11/2013)