quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Soube-te, logo mal te vi,...
Amei-te desde aquele primeiro olhar.
Hoje sei-te porque te perdi
e, sem ti, não mais me posso encontrar.

Foste, em mim, sonho e alma...
Água pura num deserto sem fim.
Agora, és a força deste tormento que não acalma,
que me destrói por dentro... Como se possível fosse existir assim!...

Foste luz, vida, ilusão...
No peito, o bater do meu próprio coração.
Foste o Universo inteiro sem espaço ou tempo num só momento.

Hoje és o ar que me falta, desilusão...
A lágrima feliz de uma triste contradição.
E eu, sou agora fada sem conto...e quando a ti remonto é o meu amor dor,
tão-somente, e desalento.

(17/11/2013)

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