Olho-me e é outra que vejo.
Nem creio que seja eu sequer a olhar... Não me reconheço e nem tão pouco sei se alguma vez cheguei a conhecer-me.
Sinto o corpo como se este fosse um mero invólucro de um todo despedaçado e nele já nada sinto.
Levei-me tão para além de mim que, agora, não sei regressar-me...
Ao longo do caminho fui demarcando a minha essência em todas as almas que encontrei e não soube saber que ao fazê-lo perdia a minha própria.
Hoje, desvaneceu-se o trilho e não consigo reavivá-lo...
Desapareceu, talvez para sempre... Talvez nem tenha sequer existido.
Ouço-te os passos dentro de mim e enclausuro-me no teu silêncio.
Em ti, vou seguindo a imortalidade de um sentimento que é só teu e não te pertence,... onde me liberto de tudo.
Contigo, nesse infinito de sons, choro a felicidade de te saber em mim..., de me ir encontrando somente em ti.
Gosto-te, AB! Mesmo muito*
ui.
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