quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Abro a janela e a noite traz-me o teu cheiro.
Simbólico portal para outros tempos, aqueles em que fomos,... em que ainda vou sendo em dias como hoje.
A chuva traz-me cada toque teu e o frio, o teu calor.
Cada som que oiço me transporta para cada gemido, a cada grito nosso naquelas infindáveis noites ébrias de amor em que saciávamos a sede de infinito, de nós, num sono abraçado de corpos, num beijo de almas.
Adormecíamos agarradas ao sonho e acordávamos entrelaçadas numa ilusão.
Hoje, recordo-te cada traço e em mim te traço eterna.
Em que ponto de mim me perdi não te sei dizer... Nem tão-pouco sei determinar o momento em que deixámos de ser porque ainda te sinto como se aqui estivesses, como se te sentisse as mãos a percorrerem a totalidade de mim e a minha pele a desvendar cada pedaço do teu ser.
Guardo-te, em silêncio, em cada estrela que alcançámos nesses perpétuos instantes de sobriedade divina e, em mim, te imortalizo na certeza de para sempre te ter perdido e em ti me ter encontrado.
Inspiro-te uma última vez e fecho a janela...
Hoje dormirás, uma vez mais, em mim!

("Come what may, I will love (...) until the end of time".) 

3 comentários:

  1. Primeiro adoro a música *.* mesmo!
    Segundo grande texto Dona Micá :D asério este texto tirou-me do sério, lê-lo a estas horas da manhã :X é de deixar a desejar para que o dia seja realmente bom! ;) E é por isso que vale a pena passar por aqui todos os dias! :)
    Beijinhos sacaninha <3!

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  2. Ainda bem que gostaste, Ana! =D
    É também na esperança de que as minhas palavras de certa forma tenham alguma influência no vosso dia que as partilho. ;P
    E obrigada por acompanhares o blog.* Beijinhos <3

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  3. Não há palavras, nem expressões que possam descrever da maneira mais certa aquilo que qualifica o que escreves. Continua.

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