domingo, 6 de novembro de 2011


Sinto a garganta secar...
Com a língua, dormente de não sentir, tento em vão humedecer os lábios como se, nesse imaginário gesto, estes os teus beijassem numa perfeita subtileza de tocar-te.
É um deserto o meu corpo que estremece em terramotos de desejos que não posso ter.
No meu peito palpita, incessante, a tua imagem... e eu, não posso ver-te.
Na minha mente se expressa a voz da tua alma e ouvi-la, uma vez mais, não posso.
Em mim vibra, como silencioso eco de um sonoro querer-te, a pele mais funda do meu ser... e é à superfície de pensar-te que, em ti, me volto a perder.
Espero...
Desespero...
Não te encontro.
De ti não me chegam as palavras que tão violentamente anseio que digas.
Só a tua ausência parece vir ainda abraçar-me..., como se me embalasse a vida em sonhos de nada.
Mas eu continuo a buscar-te..., a procurar por ti na tua própria inexistência de querer existir em mim.
Talvez um dia voltes...
Talvez não tenhas sequer chegado a partir....
Talvez...
Talvez jamais tenhas estado.
E é neste estado de absorção de um sentimento que sei teu que mais uma vez adormeço num desequilibrado sonho de te beijar, de sentir-te...

(Quero calar-me..., acalmar esta vontade, mas a verdade é que não consigo. Perdoa-me!)

2 comentários:

  1. Como já referi: não me sinto capaz de ler textos de tanta qualidade.

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  2. Bem...com comentários destes eu é que não me sinto capaz de transmitir o que eles me fazem sentir. =)
    Fiquei mesmo sem palavras para te demonstrar o quão significa para mim o que me tens dito sobre os textos, por isso resta-me só, mais uma vez, agradecer-te. Thanks, miúda!! =D

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