segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Não é dom, é condão este amor, este amar-te!...
Passo o tempo deixando que ele por mim passe, esperando-te..., mas tu não vens.
Hoje sei que é em vão a espera, a angústia, a ansiedade, a esperança.
Nunca virás ao meu encontro. Nunca chegarás.
A tua vinda foi sempre só uma ilusão minha, um sonho que contigo tive sem ti.
Hoje é o dia em que finalmente desperto.
É tempo de aprender a pensar-te sem te sentir, de deixar de acreditar no que os teus olhos me dizem e parar de ouvir-te a alma.
Hoje é o dia em que aceito escutar de ti somente a veracidade das tuas palavras, do que dizes, daquilo em que crês, do que realmente sentes.
És quem és, como és, e eu não posso querer ver-te de outra forma.
Se verdadeiramente te amo não posso continuar a complicar o que para ti é tão simples. Tenho o dever de te deixar existir, ser-te, sem mim. Tenho a obrigação de libertar o espaço que desde há muito ocupo em ti, porque nem tão-pouco me deixas ou queres que o preencha realmente.
E não, não serei eu a impedir-te de seres feliz ou de sonhares os teus próprios sonhos.
Não posso prender-te a um amor que em ti jamais existirá nem cativar-te num conto de fadas com um final feliz que não o terá.
Hoje é, portanto, o dia em que deixo de abraçar-te, de escrever-te em mim, de me escrever em ti, e abraço a realidade tal como ela é, como sempre foi e para sempre será.
Hoje é o dia em que aceito que não virás e abandono a espera por ti que teria durado eternamente, enquanto houvesse tempo para te haveres e o amanhã para me amares..., mas o amanhã faz hoje parte do ontem, do sonho do qual hoje acordo.
Hoje deixa por isso de haver tempo para esperar que haja tempo. 
E que seja este despertar o começo de um novo sonho...

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