Perdida, efémera, em ti me eternizo...
Nesse beijo que demos, sem que os nossos lábios se tocassem, me sinto poesia verdadeira de um profundo desejo.
Quero-te tanto...
Quando os nossos olhares se cruzaram viajei, como cúmplice espectadora, pelos universos que existem em ti e embriagada, como que num delírio de absurda lucidez, transpus contigo as barreiras do invisível,... deambulei, contigo, por mundos inventados de contos-de-fadas onde sempre foste protagonista e eu personagem secundária desse querer ficar em ti eternamente.
E ainda hoje existo em ti. Neste sorriso que me fervilha no peito como pura ansiedade de poder um dia abraçar-te,... nesta mendiga vontade, que me acalma o ser, de desvendar os segredos mais fundos da tua alma, a tua essência.
Em ti me vou sentindo presente, inexistente de mim,... como que liberta de um qualquer sonho em que adormeço ao teu lado, em que te posso, simplesmente, sentir.
Espero, talvez em vão, por uma palavra tua que me silencie em ti, mas esta não vem... Escolhes não sentir-me.
E eu, nessa incerta certeza tua, vou querendo acreditar que talvez seja esse o teu modo de me sentires demasiado, mais do que alguma vez possas ter sentido alguém.
É mera ilusão minha... eu sei!
Ainda assim, continuo a buscar-te..., a adorar-te pelo que és em mim.
Talvez um dia, também tu, me busques em ti e queiras gostar-me como eu já te vou gostando...
Gosto-te, AB!
Poetisa! Poeta! Palavras que belos devaneios Maria!
ResponderEliminarVerinhaaaaaaaa! =D A única poesia destes devaneios está somente no senti-los, mas muito obrigada pelas tuas palavras. Sei que são sinceras. =)
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