sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Não sei tirar-te do pensamento...
Não sei não te sentir em mim...
Fecho os olhos e é sempre o teu olhar que vejo, o teu abraço que me envolve como se me protegesse desta fria realidade em que vivo e me aconchegasse a alma no teu próprio peito, num beijo que me cativa e extasia o ser em delírios de ilusões onde só em sonhos posso verdadeiramente ser-me, onde somos.
À noite a encantada Lua traz na brisa de um feitiço o cheiro da tua essência, fragrância de anjo que me embriaga e enlouquece.
Os deuses vêm falar-me, em silêncio, dos segredos que calas, onde me guardas... E as estrelas levam-me a ti.
São eternos os momentos contigo, instantes perpétuos da fantasia em que me perco e encontro numa dormência sem tempo do sentimento.
Existo num agora a que pertenço desde sempre, no castelo do teu ser onde me escondes e te abrigas do que sentes.
E eu... sou tua.
Sou das saudades que o futuro me trará da tua ausência, de um existir sem existência, sem alma.
Sou das tantas palavras que escreverei durante a vida inteira para ti, sem ti... De um amor a que jamais pertencerás e no qual eu serei sempre.
Sou, no fundo, do tanto que te penso, sinto, imagino e sonho...
Sou do tanto que és em mim... Do tanto que te amo!

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